#5 - O Partido Pirata

Os estereótipo que temos da Suécia é aquele de um país extremamente organizado e liberal, onde sexo, bebedeira e loiras turbinadas não são tabus, terra de um dos povos mais bem educados deste cisco universal em que vivemos. Tão organizado e liberal que os filesharers, a.k.a. o povo que transfere pela internet arquivos protegidos por direitos autorais, resolveu montar uma representação política própria, o Partido Pirata (PiratPartiet, em sueco). A idéia ganhou vida no início de 2006, quando foi aberta a coleta de assinaturas para que o partido fosse reconhecido para concorrer às eleições parlamentares do país no mesmo ano, seguida de um "protesto pirata" pela revisão das leis que regulamentam os direitos autorais e a troca de arquivos no país do ABBA. Agora segurem essa: não só o partido conseguiu as assinaturas necessárias para o reconhecimento, mas também, com menos de 1 ano de existência, conseguiu arrebatar quase 35 mil votos na eleição de 2006, o que tornou os piratas o 10º maior partido da Suécia. Atualmente, o objetivo do partido é levantar fundos para concorrer às eleições do Parlamento Europeu em 2009 e às eleições gerais suecas de 2010.
Também vale salientar que, após a iniciativa sueca, vários partidos piratas foram criados e regulamentados em outros países, como Austria, Polônia, Espanha e Alemanha, onde o Partido Pirata local conseguiu 0,3% dos votos nas eleições do estado de Hesse. Aqui no Brasil ainda se discute a possibilidade da criação de uma versão tupiniquim do partido, apesar de um grupo já ter se mobilizado e posicionado positivamente em relação a isso.
Por que e em qual sketch do Monty Python?
Apesar da evidente seriedade do tema em discussão, a iniciativa do Partido Pirata ainda tem que passar por cima dos interesses das gravadoras, produtoras e todas as -oras que você pode imaginar para conseguir algo palpável. Por essas e outras, o Partido Pirata ainda soa como o Silly Party dessa sketch (desculpem, não achei uma versão legendada):
#4 - Jimmy Carter e o coelho do pântano

Coelhos são fofos, certo? Coelhos são bichinhos de D'us, correto? Se você perguntar isso para o ex-presidente americano Jimmy Carter, ele certamente dirá que coelhos são crias de Pinscher, rei do canil dos infernos, mestre de Cérbero. Num belo dia de primavera de 1979, o então chefe de estado de um dos dois países mais poderosos do mundo na época resolveu sair para uma pescaria solitária na sua cidade natal na Geórgia, em busca de aventuras, picadas de borrachudos e histórias pra contar. O que ele não contava é que, em dado momento, um coelho-do-pântano aparentemente puto da vida com algo nadaria até o bote de Carter com o objetivo de saciar sua sede de sangue, deixando um rastro de terror e humilhação no caminho.
Quando voltou para seu gabinete, o presidente contou para seu staff o ocorrido, que não acreditou na historieta sob a alegação que coelhos não podem nadar, porém Carter tinha uma carta na manga: o fotógrafo da Casa Branca tinha conseguido capturar o momento em câmera, o que provavelmente deixou o coelho em maus lençóis. Ai o resto é história, com a imprensa fazendo a festa com as fotos e com manchetes de dar orgulho, tais como "Presidente é atacado por coelho".
Ah, e a carreira política de Carter também foi pro saco.
Por que e em qual sketch do Monty Python?
Meio óbvio, né? Uma pessoa com o controle do arsenal atômico mais potente do planeta é humilhada publicamente por um coelho. A sketch escolhida também é meio óbvia:
#3 - Wolfe +585, Senior, o homem com o maior (e mais impronunciável) nome do mundo
Na escola, todos aprendemos que era comum os monarcas portugueses terem nomes absurdamente grandes, com por exemplo o Pedrinho I, cujo nome era Pedro de Alcântara Francisco Antônio João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael Joaquim José Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon (sim, eu copiei isso da Wikipedia). Apesar de toda essa vastidão antroponímica, não é tão difícil de falar todo esse monte de sobrenomes, já que todos estão separadinhos e devidamente capitalizados, coisa que a nossa querida língua portuguesa nos permite fazer. Infelizmente não é o caso do alemão, onde a composição de novas palavras por aglutinação é ilimitada, permitindo a criação de bizarrices como "Rechtsschutzversicherungsgesellschaften", que significa "companhia de seguros que fornece segurança legal". Lindo, não é mesmo, minha gente?
Como tudo que está mal pode ficar pior ainda, isso também se aplica a nomes, e isso foi justamente o que ocorreu com Wolfe +585, Senior, um montador de tipos da Filadélfia que figurou por uma década no Guiness Book por ter o simpático nome de Adolph Blaine Charles David Earl Frederick Gerald Hubert Irvin John Kenneth Lloyd Martin Nero Oliver Paul Quincy Randolph Sherman Thomas Uncas Victor William Xerxes Yancy Zeus Wolfeschlegelsteinhausenbergerdorffvoralternwarengewissenhaftschaferswessenschafewarenwohlgepflegeundsorgfaltigkeitbeschutzenvonangreifendurchihrraubgierigfeindewelchevoralternzwolftausendjahresvorandieerscheinenwanderersteerdemenschderraumschiffgebrauchlichtalsseinursprungvonkraftgestartseinlangefahrthinzwischensternartigraumaufdersuchenachdiesternwelchegehabtbewohnbarplanetenkreisedrehensichundwohinderneurassevonverstandigmenschlichkeitkonntefortplanzenundsicherfreuenanlebenslanglichfreudeundruhemitnichteinfurchtvorangreifenvonandererintelligentgeschopfsvonhinzwischensternartigraum, Senior. Ah, Wolfe +585, Senior é uma abreviação.
Ter um nome desse certamente é uma complicação, mas também traz algumas vantagens. Por exemplo, Sr. Wolfe +585, Senior conseguiu um acordo na justiça por um processo que sofria de uma empresa de taxi, simplesmente porque ninguém em corte conseguia pronunciar o seu nome completo corretamente. Sr. Wolfe +585, Senior recebia tratamento especial de várias empresas na época em que estava vivo por causa de seu nome exótico: seu nome não apareceu na lista telefônica de Philly até que fosse escrito corretamente e ele se recusava a pagar as contas que vinham com seu nome grafado errado. O absurdo atingiu o seu ápice quando o computador da empresa de seguros que prestava serviços a Sr. Wolfe +585, Senior não conseguiu processar sua apólice.
Não conseguimos apurar se havia pedra suficiente nos EUA para fazer uma lápide em que coubesse o nome completo do Sr. Wolfe +585, Senior.
Por que e em qual sketch do Monty Python?
Ter um nome nome tão grande que se torna impraticável é algo sensacional, mas mais sensacional ainda é transformar seu sobrenome em algo com números, o que automaticamente te habilita a comportar-se como um ciborgue. A escolha de Sr. Wolfe +585, Senior foi prática, algo que não foi necessário para esse cidadão:
#2 - Bushman

Todos que moram em alguma cidade que tenha mais que uma igreja e uns burros já viram alguma artista de rua, seja um bando de pivetes ou hippies argentinos que fazem malabares no sinal, um adivinhador de data de nascimento ou até mesmo uma das odiadas estátuas vivas. Porém em São Francisco um desses artistas se destaca: David Johnson, mais conhecido como O Mundialmente Famoso Bushman, que desde os anos 80 diverte os transeuntes com seu ato extremamente intricando, que basicamente consiste em se cobrir com folhas, fazer de conta que é um arbusto, esperar as pessoas se aproximarem e dar um susto nelas. David diz que em um ano bom, ele consegue fazer até U$60 mil, o que além de permitir que ele possa contratar um guarda-costas para proteção, faz todos que recebem essa informação pensarem se realmente valeu a pena passar anos na escola.
Por que e em que sketch do Monty Python?
Como assim "por que"? Uma pessoa fica conhecida mundialmente e ganha muito dinheiro se fazendo de moita! Por favor, né? Isso soa como:
#1 - Mill Ends Park
Miniaturas fascinam as pessoas desde que elas são pequenas, sejam através de bonecos, carrinhos, casas de boneca ou anões, mas normalmente essa fascinação vem por meio de comportamentos naturais do ser humano, já que a fragilidade e minúcia de tais coisas pequenas encantam as gerações. Não foi o caso de Dick Fagan. No dia de São Patrício de 1948, em Portland, Dick trabalhava na sede do jornal Oregon Journal, onde era colunista. Um pouco fatigado de seu trabalho, ele foi até sua janela para tomar um ar fresco, quando disse que viu um leprechaun que cavava um buraco no canteiro central da avenida que passava em frente ao prédio do jornal. Extasiado com tal visão, o jornalista desceu até lá e capturou o homenzinho, o que lhe dava o direito a um desejo. Menino sonhador que era, Dick desejou um parque, só que não especificou o tamanho, então o duendezinho verde lhe deu aquele buraco que estava cavando, o que foi a criação do menor parque do mundo, o Mill Ends Park, que ganhou esse nome por causa da coluna de mesmo nome que Fagan assinava no jornal. Tanto LSD fez com que Dick Fagan moresse de câncer em 1969.
Com uma área de 0,292 m², o parque foi reconhecido oficialmente como tal pelo municipio de Portland em 1976 e já teve os mais variados tipos de atrações, como a piscina para borboletas com direito a trampolim, uma ferradura e uma mini-roda gigante. Estão marcadas para março do ano que vem duas apresentações de Nelson Ned no parque.
Por que e em que sketch do Monty Python?
Pelo altíssimo teor de viagem pré-anos 60 da história da criação do parque e pela absoluta inutilidade de tal espaço (ou falta de) público. Esse parque seria um lugar perfeito para o Sr. Stools passear num fim de tarde:
2 comentários:
Monty Phyton = Deus
Monty Phyton = Panteão
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