segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Medo do quê?

No vasto universo dos blogs, sempre há aqueles que são os mais comentados e visitados, que a gente sempre conhece através de amigos/colegas de trabalho/colega desocupado/etc. E um desses é um blog russo de variedades, que reúne imagens inusitadas, piadinhas e notícias e parece ser bem conhecido, pois o recebi de mais de uma fonte.

Mas percebi que me sentia muito desconfortável diante do blog e não sabia o porquê. Queria fechar rapidamente a tela quando o via no monitor, procurava desesperadamente as figuras do site e desviava minha atenção das letras, mesmo não entendendo lhufas do que estava escrito. Um dia, a ficha caiu: eu tinha pavor do alfabeto russo. Aquelas letras que não se pareciam com nada familiar e que me causavam vertigem, estranheza. E a reação se repetia diante de qualquer alfabeto não-ocidental, que a gente se depara de vez em quando ao navegar neste mundo sem fronteiras da internet e blablabla, mimimi.

Sim, eu tenho fobia de letras não-ocidentais. É ridículo, mas que mundo maravilhoso teríamos se todos controlassem sempre seus medos, impulsos e sentimentos patéticos, não?

Ao revelar este medo pro nosso companheiro Rafael, um grande admirador dos alfabetos bizarros mundo afora, ele me presenteou no msn com uma série de links de jornais online de todos os cus de judas possíveis dos 5 continentes. Periódicos armênios, gregos, russos (óbvio), chineses, árabes e etc, que me faziam retorcer diante do monitor e soltar o caps lock pra cima do nosso colega, que é claro, se divertia muito com a tortura. Mas vamos falar sério, galëre descolads... Isso não pode ser criação de Delz:

Enfim, diante da minha esquisitice, fui pesquisar se esta fobia existe na literatura médica ou algo do tipo e descobri que se chama literofobia, ou seja repulsão a letras... Mas também pode ser ojeriza a instrução (?) o que admito que não se aplica.

Essa busca meio boba, meio instrutiva, serviu pra ver que não estou sozinha no rol das fobias bizarras e apresento a vcs, direto da nossa querida Wikipedia, uma lista de repulsões curiosas, pra constatarmos que normalidade é um conceito muito relativo:

Anuptafobia - medo de ficar solteiro (a)

Automatonofobia medo de bonecos de ventríloquo, criaturas animatrônicas, estátuas de cera (qualquer coisa que represente falsamente um ser sensível)

Balistofobia - medo de mísseis

Biofobia - medo da vida

Crometofobia ou crematofobia - medo de dinheiro

Cristãofobia, cristofobia ou cristianofobia - medo dos cristãos

Deipnofobia - medo de jantar e conversas do jantar

Dextrofobia - medo de objetos do lado direito do corpo

Dipsofobia - medo de beber

Estupofobia - medo de pessoas estúpidas

Flatusfobia - medo de liberar flatos

Lactofobia - Medo de leite

Liticafobia - medo de processos (civil)

Maieusiofobia - medo da infância

Narigofobia - medo de narizes

Nipofobia - medo de japonês ou cultura japonesa

Sarmassofobia - medo de seduzir e de participar de jogos de sedução

Singenesofobia - medo de parentes

Zelofobia - medo de ter fazer sexo

2 comentários:

Anônimo disse...

Ahá! Viva os alfabetos bizarros! Isso porque eu não te mostrei um jornal em mongol ou em inuktitut.

Inuktitut: http://www.gov.nu.ca/inuktitut/
Mongol: http://www.mongolbible.com/assets/images/luke-s10.gif

Ah, e eu acho que tenho Anuptafobia.

Rodrigo Souza disse...

Tá certo que de perto ninguém é normal, mas acho que a Aldeia Global que nós vivemos amplia esse conceito sem o delimitador geográfico.

Acho que sou imune a anuptafobia.

Singenesofobia, também conhecido como autopreservação ou, em vulgata, bom-senso.